Tobias
Di Pace: A Copa que era para ser nossa
Ainda me lembro como se fosse hoje. 63
anos se passaram, depois da derrota da seleção Brasileira diante da Uruguaia,
por 2x1, válida pela IV Copa do Mundo de Futebol de 1950, com o gol decisivo do
atacante Alcides Giggia, na segunda etapa de jogo, para os uruguaios, calou os
200 mil torcedores que lotavam o Maracanã não acreditavam no que estava
acontecendo.
O dia 16 de julho de 1950, ficou marcado
como o dia negro para o futebol brasileiro. Ninguém em sã consciência pensaria
que nossa seleção fosse derrotada pelo Uruguai.
O artífice da vitória uruguaia, foi sem
dúvida o meia Obdulio Jacinto Varela que no dia que antecedeu a decisão,
acordou de mau humor. Sua indisposição de espírito fazia parte do ritual que
impunha a si e aos companheiros nos dias de decisão.
Logo mais, naquele domingo de sol, o
Uruguai realizaria a maior façanha de sua história esportiva ao bater, em pleno
Maracanã e contra todas as expectativas, a Seleção Brasileira, feito que lhe
valeu o título da IV Copa do Mundo de Futebol. Entretanto, até o apito final do
juiz, Obdulio não acreditava na vitória da Celeste.
Naquele tempo, as seleções que passassem
pela primeira fase disputavam o título no sistema todos contra todos. Quem
fizesse mais pontos era campeão. O destino reservou a decisão para o último
jogo. O Brasil precisando de um empate o Uruguai exclusivamente da vitória.
Já ganhou, já ganhou! –Esse foi o clima
constatado pela delegação uruguaia, ao chegar ao Rio de Janeiro, inclusive
entre seus próprios cartolas. “Se perdermos só de três, nos damos por
satisfeitos”, garantiu o jornal Del Sport do Uruguai.
O que mais doeu, entre os jogadores
brasileiros em meio aquela tristeza toda, entrou no vestiário, um dirigente da
CBD (hoje CBF) se não me engano chamado de Castelo Branco, que abriu os braços
todo contente e ficou falando: Que maravilha, que maravilha, 6 milhões de
renda!
Aquilo me doeu mais que a derrota,
comentou Zizinho, com os olhos marejados de lágrimas! Até hoje os uruguaios
nunca se perguntaram por que ganharam. Já o Brasil até se questiona porque
perdeu.
O
impacto da derrota sofrida pelo Brasil foi avassalador. O atacante Friaça,
autor do único gol brasileiro, ficou vagando pelas ruas do Rio de Janeiro e
desapareceu, sendo encontrado no dia seguinte em uma praça de uma cidade do
interior.
Sabemos que em matéria de futebol somos
os melhores do mundo, mas, não imbatível. Será que a história se repetirá em
2014?
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