TESTAMENTO
Porque
sentimentais, quase abstratos,
os
meus bens a dispor em testamento,
às
mulheres que amei nalgum momento
deixo
os meus versos junto aos seus retratos.
Aos
meus irmãos eu deixo os meus sapatos
mas
que não andem, nem por pensamento,
os
caminhos que andei seguindo o vento
nos
rumos de meus gestos insensatos.
A
cada amigo meu, uma oração.
Aos
inimigos deixo o meu perdão,
perdão
com que a mim me perdoei.
Aos
meus filhos e netos, minha história,
para
que guardem sempre na memória
o
quanto pela vida eu os amei.
(*)
A Glória, uma gaveta abarrotada de lembranças e saudades…
Ronaldo
da Cunha Lima

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